XONOX
Rui Oliveira
Lisboa, Portugal

Perfil completo

Um donativo por favor!

Sexta-feira, Outubro 24, 2008

Numa época de crise, já não há muito para dar, mas mesmo assim está a decorrer mais um peditório da AMI. Este peditório foi anunciado em vários meios de comunicação, para que as pessoas não sejam vítimas de fraude. Assim, avisaram-nos onde iriam ser feitos os peditórios, que os voluntários estariam bem identificados, etc. Mas será que mesmo assim estamos livres de sermos aldrabados?

Na época que atravessamos a aldrabice pode vir até da própria instituição. Não estou a acusar nada nem ninguém, só quero expor uma linha de raciocínio. No mundo actual já vimos todos os tipos de escândalos associados a obras humanitárias, igrejas e outras instituições de carácter social e sempre com muito dinheiro à mistura. A própria Cruz Vermelha não se livrou destes falatórios há pouco tempo. Portanto, cada vez mais pensamos antes de introduzir a moedinha na lata.

Então o raciocínio que eu quero partilhar é o seguinte: O senhor que está a pedir com a lata é voluntário e humano. Chega a casa, no final do peditório, e tenta sacar algum. Como a lata está selada usa um palito para sacar umas moedas e umas notas através da ranhura. Não é muito dinheiro mas dá para uns almoços.

Depois há outro senhor, voluntário e humano, que junta as latas todas. Este também usa o seu palito e tira algum das várias latas. Não é muito mas dá para comprar uma Playstation e para uns copos.

Finalmente, há um senhor lá em cima que gere todo o dinheiro de todas as latas. Não é voluntário, é pago mas também é humano. Este é o que tem o palito maior, tira o suficiente para mudar de carro, levar a família de férias e fazer umas obras lá em casa. E assim, a moedinha que entrou na lata para ajudar uma criança no Vietname está a pagar uma Piña Colada nas Caraíbas.

Podem dizer que isto é tudo mentira, evidentemente, mas a verdade é que não há controlo nenhum sobre o dinheiro que se põe na lata. Não há facturas ou certificados de donativo (que são dedútiveis no IRS). A única coisa que se recebe é um autocolantezinho no peito.

Mais uma vez saliento que não estou a acusar a AMI. Só falei nesta associação porque o actual peditório que decorre me fez pensar neste assunto. Da maneira que estão as coisas, em que ninguém dá dinheiro e toda a gente é desconfiada, parece-me que vão ter de arranjar outros modos de angariar fundos.

Vamos negociar!

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Negociação: uma palavra que significa "deixa cá ver se te consigo sacar mais algum".

Neste momento estou a pensar em mudar de casa. Não sei se será a melhor altura, tendo em conta a crise mundial que atravessamos. Há quem diga que sim, há quem diga que não, mas isso são contas de outro rosário. O meu problema na compra de uma casa nova é mesmo a parte da negociação.

Infelizmente não tenho alma de comercial. Não sou especialista em esgrimir argumentos, até porque não é uma coisa que eu precise de fazer com muita frequência. Em todo o caso já encontrei uma casa na qual estou interessado, e já iniciei este processo. Ora, as pessoas com quem estou a tratar do assunto já têm anos disto e estão atentas a todas as palavras e inflexões da nossa voz para "sacarem mais um bocadinho". Ainda por cima recorrem-se de truques, que têm como objectivo baixarmos a nossa guarda e descobrirem mais qualquer coisa para nos tramarem. Um verdadeiro pesadelo. Muitas são as alturas em que saio de uma reunião a pensar: "se calhar não devia ter dito aquilo". Isto já para não falar dos bancos!

Felizmente que o sector imobiliário também está a atravessar uma fase difícil, o que dá sempre alguma vantagem a quem compra. Parece-me que o importante é mantermos sempre a nossa ideia inicial e não nos desviarmos dê lá por onde der. Afinal de contas, se o negócio não se concretizar, é apenas uma casa. Mas bolas... é mesmo a casa que eu queria!

Power On

Sábado, Outubro 04, 2008

Reanimação!!!! Depois de quase um ano em que este blog foi dado como morto eis que regressa à vida.

Desta vez, apesar do trabalho que me persegue, consegui arranjar um tempinho para fazer umas transformações técnicas e pôr isto mais moderno. Como podem verificar por este post, vou deixar de colocar aqui só desenhos feitos à mão. Deram-me muito gozo mas o tempo que me consumiam foi uma das razões pelas quais o Xonox foi ficando para trás. Assim, explorando mais o Photoshop, espero começar a fazer umas coisas mais rápidas sem deixarem de ter o meu toque pessoal. Afinal de contas, mais do que colocar um boneco, o gozo é colocar algo que saia da nossa cabeça com criatividade e que nos diga qualquer coisa.

Espero agora, continuar estas conversas em diferido com os meus amigos, de uma forma mais frequente e interessante, até porque já tenho saudades. Hoje fico por aqui porque já é tarde como o caraças. O processo de reanimação manteve-me acordado até às 3:51... vou mas é dormir! Bom fim de semana!!!!

A luz fundiu-se?

Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Ultimamente tenho estado um pouco inconformado com o facto de não actualizar o blog há uma quantidade de tempo. Por outro lado, tenho a noção que este sítio já ficou ao abandono por várias vezes.

Qual é o preço de abandonar um blog? Basicamente perde-se a interacção com os "visitantes regulares". Quando as nossas visitas não vêm nada de novo, deixam de ter razões para voltar. E acreditem que este blog já teve momentos altos com um movimento e interação que ultrapassou em muito as minhas espectativas.

Isto levanta uma enorme quantidade de questões existenciais: Porque é que eu tenho um blog? Por que é que as outras pessoas se interessam por aquilo que eu tenho pra dizer? Porque é que hei-de partilhar as minhas visões, opiniões e numa última análise, a minha vida? A resposta a estas perguntas é mais complicada do que possa parecer. Mas eu também não vou responde-las, até porque estou com sono e os meus neurónios deitam-se quando dá a música do patinho.

A minha vida tem-se recheado de episódios suficientemente interessantes para partilhar convosco mas a inspiração para desenhar e para escrever não está lá! A luz não se fundiu, acho que tem apenas estado apagada e hoje apeteceu-me carregar no interruptor. E já que a luz está ligada, tu - sim TU - a única pessoa que passou aqui hoje, vais ter que deixar um comentário qualquer, nem que seja uma anedota má p'ra me animar!

Parece-me que andei aqui a divagar, não admira, ontem foi dia de festa (e das boas) e ainda não recuperei. Se o que escrevi não faz sentido nenhum paciência, desanquem-me com um comentário ou digam simplesmente "este gajo droga-se!"

Uma reflexão sobre o casamento

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Como é do conhecimento de muita gente, vou casar. Além de ir casar, falta menos de um mês para a cerimónia ter lugar. É aliás por isso que este blog está assim "ao abandono". Mas porque é que decidi fazer um post agora? Na verdade é por causa de uma situação que quem nunca casou não se apercebe muito bem e que é de crucial importância e estando eu a passar por ela gostava de deixar aqui um "aviso à navegação".

Um casamento é, de facto uma ocasião importante. Por muito que não se ligue ao casamento, quando chega esta altura, toda a gente considera este como um passo mais ou menos importante. É tão importante que ao ser organizado stressamos, ficamos uma pilha de nervos, desesperamos e porquê? Porque queremos que esteja tudo perfeito. Não para nós, mas para os amigos e para a família, aqueles que vão testemunhar a nossa união.

A altura em que começa o stress coincide normalmente com a chegada da confirmação das presenças dos convidados. E aqui é que a coisa se complica... Por esta altura, além da ansiedade que é perfeitamente normal, tudo anda numa roda viva e os noivos passam por uma altura de alguma fragilidade, também perfeitamente normal.

No meio desta situação, quando se recebe um telefonema de um amigo que vos é importante a dizer "É pá não posso porque a avó da minha namorada faz anos nesse dia.", o que é suposto pensar-se? Poderiam pensar "Que coincidência azarada", mas eu garanto-vos que nenhuns noivos pensam assim. Ao desligar o telefone, olham para a desarrumação que está em casa com as ementas amontoadas, as prendas por embrulhar, os números de telefone presos na parede, vão até à lista de convidados fazem um risco e pensam "Portanto esta uma ocasião única na minha vida, a avó da outra tem um aniversário todos os anos, mas pelos vistos deve ser mais divertido... ok, menos dois!". E depois, como as desistências não são só uma nem duas, e porque toda a situação é frágil começam a pensar "Bolas, tanto trabalho que isto está a dar, e as pessoas nem se interessam em ir... obrigadinho!".

Agora falando no meu caso particular, tenho a dizer que há pessoas que sempre pensei que estivessem presentes na festa e que afinal... não vão. Só para terem ideia, ficámos sem a madrinha na semana passada... assim... de repente. Se calhar a culpa é nossa, que somos uns anti-sociais. :P

Confesso que as desistências me têm abalado um pouco. E as desculpas que tenho ouvido nem vos passa pela cabeça. Se recebem o convite muito em cima da hora é porque já tinham coisas marcadas. Se recebem com muita antecedência é porque se esqueceram completamente e marcaram outras coisas (normalmente lembram-se quando ligamos e perguntamos "Então vais ao meu casamento não vais?").

Mas o que importa é isto: Quando receberem um convite para um casamento, se estiverem a pensar em não ir, digam logo, o mais cedo possível e tenham uma boa desculpa. Quando digo boa quero dizer MUITO BOA! E sobretudo pensem no valor que a vossa amizade ou a vossa presença tem para os noivos. Ao guardarem a vossa nega para a última da hora, podem estar a dar um golpe nos noivos do qual dificilmente recuperarão.

Enfim, dou mais valor aos que vão. Como a cerimónia calha no fim-de-semana grande de 5 de Outubro, têm-se queixado que estraga as férias, mas mesmo assim querem estar presentes o que faz com que lhes tenhamos ainda mais estima.